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日志


2007年11月

Um fim de tarde...

  "A noite estava fria e eu aguardava ansiosamente a tua chegada. Receava que à ultima da hora te tivesses acobardado e que não comparecesses ao encontro há tanto tempo planeado. Foram longas semanas de conversa online até te decidires a dar-me uma foto e mais algumas até ganhares coragem para nos encontrarmos por isso não estava muito seguro de que aparecerias. O tempo passava, a hora combinada já tinha passado e eu olhava nervosamente para o relógio pensando que já não vinhas quando subitamente vi umas luzes no início da estrada. A minha cara abriu-se num sorriso, sabia que eras tu mesmo à distância.

Cabana

  Paraste o carro e desci da varanda para te ir abrir a porta. A tensão e o nervosismo estavam estampados nas nossas caras, os olhos brilhavam perscrutando o rosto um do outro tentando ler todos os sinais. Saíste do carro, cumprimentamo-nos com um beijo na face e fazendo conversa de circunstância dirigimo-nos para a cabana, refugiando-nos do frio que se abatia lentamente sobre a paisagem. Aproveitei para ficar ligeiramente para trás e apreciar-te discretamente. Vinhas vestida de forma casual mas cuidada, uma calça preta justa que realçava o rabo, camisola de gola alta azul-marinho e um casaco preto por cima, cabelo solto pelos ombros. A cara pouco maquilhada, um pouco de rímel, um risco para sobressair os olhos castanhos e mais nada. Estavas sensual mas ao mesmo tempo simples. Notaste os meus olhares e sorriste chamando-me safadinho.

  Entrámos e ficámos mais à vontade. Sentamo-nos em frente à lareira que tinha acendido antes de chegares e que já espalhava no ar um calor tépido e aconchegante. Servi o champanhe, brindamos e iniciamos uma amena conversa. Durante um bocado rimo-nos e conhecemo-nos confirmando, ou não, a informação partilhada na net. Estava boa a conversa, o champanhe bebido lentamente mas em quantidade soltava-nos a libido, o calor da lareira convidava e timidamente beijamo-nos. Primeiro um leve encostar de lábios, um recuar, olhar nos olhos, o reaproximar desta vez com menos receio. Dando liberdade ao desejo caímos nos braços um do outro, as bocas em furiosa exploração, mãos que se entrelaçavam, que exploravam, desbravando caminho à loucura. Não pensávamos, o desejo reinava, impelia-nos um para o outro e sem muita demora possuímo-nos ali no sofá de forma sôfrega e arrebatada satisfazendo semanas de desejo reprimido. Satisfeitos os desejos carnais ficamos deitados juntos repousando e sorrindo que nem uns idiotas.

Vinho

  Mas se os desejos carnais estavam momentaneamente satisfeitos os estômagos pediam atenção. Fomos à cozinha buscar o que tinha previamente comprado. Abrimos uma garrafa de vinho e fomos comer para a sala. Reforcei a lenha na lareira, escolhi uma música, romântica, calma, apropriada para o momento. Jantamos à luz da lareira ao som de uma pequena selecção musical, brincávamos com a comida, um com o outro, a carne começava a pedir mais, enlaçamo-nos mais uma vez num beijo ardente, corpos a tocarem-se, a vibrar. Já tínhamos o desejo primário satisfeito, explorávamo-nos agora com satisfação, os beijos eram longos, quentes, as carícias sucediam-se, aproveitando as deixas dadas na net beijei-te o pescoço, os ombros as costas. 

  Deliciava-me com as tuas dentadas, os teus mimos. Perdi-me no teu peito, na tua barriga, o teu sexo chamava e para lá me dirigi. Durante minutos que pareceram horas deliciamo-nos desta maneira. Com carinho, olhando-te nos olhos disse que te queria, e penetrei-te. Novamente perdidos num misto de êxtase, prazer e desejo fizemos amor de todas as maneiras, de forma violenta, com carinho, gritando e suspirando.

   Não sei quanto tempo estivemos assim, sei que a lareira estava quase apagada e nós completamente esgotados quando terminamos. Não tínhamos força para nada mas os olhos e a cara não enganavam, um sorriso de satisfação persistia teimosamente.

corpos

Beijámo-nos, abraçámo-nos e acabámos por adormecer nos braços um do outro."

by G.B.M
2007年11月

Chuva....

 
Chuva 
 
  "A manhã estava fria e ouvia-se o bater da chuva no telhado, cenário perfeito para passar a manhã enroladinho no cobertor só com o nariz de fora, mas de repente sinto uma mão a deslizar pelas minhas costas, um toque tão suave e meigo... é então que ouço uma voz doce e meiga a dizer-me bom dia, sinto uns lábios quentes e carregados de doçura a encostarem-se às minhas costas... não há palavras para descrever tal sentimento.

  Eu viro-me para o outro lado e lá estás tu com aquele olhar terno e apaixonado... Linda como sempre, abracei-te como se pudesse proteger-te de tudo... quero que me vejas como o teu porto seguro!

  As carícias foram surgindo naturalmente percorri todo o teu corpo, beijei cada milímetro da tua pele... tu apenas dizes, "Não pares"... eu sigo os teus desejos, não pára, levo-te ao céu e tu continuas a pedir mais... levantamo-nos e dirigimo-nos para a varanda, a chuva cai mas apenas sentimos o calor dos nossos corpos bem juntinhos é então a altura que tu me puxas para fora e apenas sentimos a agua a escorrer, o calor é imenso... a sensação é única... uma liberdade fantástica, um sentimento indescritível...

  Sentir-te junta a mim, sem nada entre nós e a chuva a cair-nos por cima é algo que jamais esquecerei... e irei querer repetir todas as manhãs chuvosas e frias deste inverno...

  Ao teu lado o tempo pára e cada momento é.... inesquecível... tu tornas o mais simples no mais mágico... és uma daquelas princesas saída de um conto de fadas!

  Se estiver a sonhar jamais quero acordar... Quero viver este sonho com a maior intensidade possível, como se fosse o ultimo, o meu ultimo suspiro... o ultimo momento da minha vida."

by G.B.M.